Eflornitina
Junho 3, 2011
A eflornitina, uma alternativa mais segura de tratamento utilizada pela Associação PCI, requer uma bolsa infusura e um cronograma de tratamento complexo, que exige a monitorização constante do paciente – algo difícil de ser feito na África Subsaariana. A organização tem assegurado produção e estuque de Eflornitina, e acompanha testes de terapias combinadas com outros medicamentos.
A Associação PCI continua a alertar aos pesquisadores e à comunidade internacional sobre a necessidade de novos medicamentos e métodos para um diagnóstico correcto.
A organização PCI trata pacientes com doença do sono há mais de 20 anos, desde a abertura do primeiro projecto de contenção da enfermidade no norte de Uganda, em 1986. Em 2006, PCI recebeu mais de 2 (duas) mil pacientes para tratamento contra doença do sono.
Os esforços de prevenção, como controle dos vectores de transmissão, são essenciais para o seu controle.
A leishmaniose é uma doença parasítica endémica em 88 países, chegando a afectar 12 milhões de pessoas. Afecta principalmente áreas pobres e remotas, onde o acesso a cuidados médicos e a medicamentos a preços acessíveis é limitado.
Ocasionalmente, a leishmaniose eclode como epidemia, especialmente quando populações nunca expostas à doença são empurradas, por conflitos ou pela fome, à áreas endémicas devido a. O parasita que causa a enfermidade, a leishmania, é transmitida pela picada de mosquitos.
Em sua forma mais grave, a leishmaniose visceral ou Calazar, o parasita ataca órgãos como o fígado e o baço. Também afecta o sistema imunológico, sendo fatal para quase 100% dos pacientes. Mais de 90% dos casos de leishmaniose visceral são registados em cinco países: Brasil, Bangladesh, Índia, Nepal e Sudão.
Os testes para diagnóstico da doença são invasivos e potencialmente perigosos, requisitando laboratórios e técnicos especializados – que nem sempre podem ser encontrados nas regiões mais pobres. Com o tratamento adequado, 92% dos pacientes podem ser curados. Mas a maioria dos remédios disponíveis também representam dificuldades: exigem um tratamento longo (30 dias), tem alto custo e toxidade. A resistência à medicação também é um problema, especialmente na Índia, onde 65% dos pacientes estão infectados com a leishmania mais resistente.









